terça-feira, 3 de março de 2009
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
CUCA CINEJORNAL 68+40
Edição especial do CUCA Cinejornal sobre o ano de 1968 e suas reminiscências no presente. Imagens de arquivo juntam-se à depoimentos e ações do movimento estudantil registrados pelo CUCA da UNE. O vídeo mostra a Encenação da Batalha da Maria Augusta, realizada este ano pelo CUCA SP em parceria com o grupo Tá Na Rua, o Política do Impossível e o Teatro Pavanelli, a III Caravana da Anistia do Ministério da Justiça, feita em maio de 2208 no terreno da UNE no Rio de Janeiro, o evento Arte e Guerrilha produzido e executado pelo CUCA BA, Intervenções ambientais dos PIA - Programa de Intervenção Ambiental e do Política do Impossível.Um análise histórica, uma crítica ao presente e o desejo e a luta pelo fim da ditadura no Brasil e pela abertura dos arquivos da ditadura militar brasileria. Músicas do Clã Nordestino, Wagner e Tropicália.
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Em homenagem aos 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos e em memória dos 40 anos do Ato Instituicional no. 5
Em homenagem aos 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos e em memória dos 40 anos do Ato Instituicional no. 5
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008
O Palco terrorista de Bush
Depois de vencer o Oscar ao dissecar, em Sob a Névoa da Guerra (2003), os principais equívocos da política externa dos Estados Unidos no pós-guerra, Morris concentra o foco desta vez no mais covarde episódio da corrente guerra do Iraque: as fotos de militares humilhando e torturando presos iraquianos na prisão de Abu Ghraib.
Um dos maiores triunfos do filme é esta precisa delimitação de tema. Menos é mais. Morris detalha os fatos e explica as causas do escândalo militar de Abu Ghraib. A antiga e gigantesca câmera de horrores de Saddam Hussein, situada a cerca de 40 quilômetros de Bagdá, se tornou a central de interrogatórios das tropas americanas no Iraque.
Com o ex-ditador ainda em fuga, o comando das operações pressionou os subalternos por informações a qualquer preço, trazendo os métodos desumanos aplicados em Guantánamo e no Afeganistão. Jovens despreparados ultrapassaram novas barreiras visando “quebrar” a resistência dos detidos. Deu no que deu.
O dispositivo documental de Morris se repete aqui sem maiores novidades. A narrativa se constrói a partir de entrevistas (algumas pagas) com a maior parte dos soldados envolvidos, das fotos e mesmo de um vídeo que registraram as violações aos direitos humanos e da reencenação de alguns episódios.
A hiper-estilizada dramatização das agressões não cumpre desta vez o papel problematizador de outros de seus filmes, notadamente A Tênue Linha da Morte (1988). Nenhuma voz se ergue ou descontrola durante as entrevistas.
O depoimento mais enraivecido é colhido da general Janis Karpinski, a comandante das prisões militares no Iraque incluindo Abu Ghraib, que não tinha qualquer experiência prévia de gestão penitenciária e foi afastada na esteira da revelação das atrocidades pelo repórter Seymour M. Hersh de The New Yorker em abril de 2004. Karpinski logo de saída vincula a escalada das crueldades ao método vale-tudo importado pelo general Geoffrey Miller, ex-chefe de Guantánamo, e pelo tenente-general Ricardo S. Sanchez, comandante supremo no Iraque.
Morris nos mostra como, a partir das fotos, foi reconstituída a cadeia temporal dos eventos. O filme desenvolve-se então dissecando cada um dos principais episódios fotografados. O sereno depoimento de seis dos sete soldados revela a participação de cada um naquela espiral de horror.
Apenas um deles não teve seu depoimento autorizado, não por coincidência o que parece liderar a gang: o cabo Charles A. Graner, que cumpre uma pena de dez anos. É fácil reconhecê-lo em várias das imagens, com o mais velho dos soldados.
Graner namorava simultaneamente duas das protagonistas daquele circo de crueldades: a soldado raso Lynndie England, a quem engravidou e abandonou, e, sem que ela soubesse, a cabo Megan Ambuhl, com quem se casou.
Lynddie, então com 21 anos, surge na tela inchada e depressiva, tentando justificar sua participação por cegueira amorosa. É ela a presença feminina mais constante, por exemplo na chocante imagem do prisioneiro forçado a se masturbar. Megan, por sua vez, se sente injustiçada por pretensamente ter sido apenas uma testemunha.
A terceira envolvida, a cabo Sabrina Harman, busca nas cartas que enviou regularmente à namorada nos Estados Unidos a prova de que fotografou tudo para ter “provas” das torturas. Ao comentar a foto dela própria sorrindo e fazendo sinal de positivo com o polegar ao lado do cadáver de um prisioneiro assassinado por espancamento, justifica-se dizendo jamais saber o que fazer diante das câmeras. Cada depoente masculino tem também sua personalíssima explicação.
O inquérito catalisado pela denúncia contrapôs duas classificações aos episódios — procedimento operacional padrão versus atos criminosos. A pirâmide de presos nus simulando atos sexuais é um exemplo do segundo. Um exemplo do primeiro? O prisioneiro encapuzado, com um cobertor no corpo, de pé num caixote e com fios pretensamente eletrificados amarrados nas mãos e na genitália.
Os sete soldados subalternos receberam variadas penas, incluindo prisões de seis meses a dez anos (só Megan escapou). Nenhum superior foi criminalmente punido. “Foi um bando de crianças que se tornou o bode expiatório”, conclui um investigador entrevistado. Ou “sem foto, sem crime”, como dizem Philip Gourevitch e Errol Morris na versão expandida em livro do filme. Assim foi a era Bush.
fonte -www.vermelho.org
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
O Sonho Pede Socorro
Título da Produção: O Sonho pede Socorro
Duração: 4'10''
Mês da finalização: Janeiro de 2008
Roteiro e Direção: Érica Lima
Diretor de Fotografia e Ediçao: Alexandre Santos
Produção: Jurandyr França
Trilha sonora: Valéria Oliveira
Atriz: Érica Lima
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Sinopse :O Sonho Pede Socorro é um Videoclipe da cantora potiguar Valéria Oliveira que utiliza imagens da cidade de Natal. Uma câmera percorre vários lugares à noite, mostrando as luzes natalinas, ruas vazias e locais com muitas pessoas. Ora esta câmera assume o olhar da personagem, ora do telespectador. Transportando o telespectador para a condição da personagem, sozinha, buscando um consolo, um abrigo, não um espaço físico e sim um local onde ela se encontre para apaziguar seus conflitos internos.
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quinta-feira, 19 de junho de 2008
Quilombolas de João Surá - 200 Anos Parte II
Proposta da realização de um vídeo etnográfico fruto de uma parceria entre o coletivo Soylocoporti, Universidade Federal do Paraná e VER-SUS Extensão, em que através de visitas ao longo de janeiro a agosto de 2007 foi possível a captação de imagens e relatos que se remetem a história e costumes locais da comunidade que completou 200 anos em 2007.
veja a terceira parte do vídeo no youtube.
Em breve outros vídeos do coletivo Soylocoporti aqui no Blog do CUCA.
terça-feira, 27 de maio de 2008
CADÊ O DANIEL? RJ
ANO | 2008
REALIZAÇÃO | ANDRÉ SICURO, LUAR GRINBERG, ALICE SICURO.
O ENCONTRO, A SAUDADE, A IDÉIA, O FILME
No dia 31 de maio de 2007, noite de Lua Azul, nós estávamos na Lapa assistindo ao show dO Chico. Eufóricos por causa da Lua, começamos a interagir, a dançar e conversar com as pessoas, quando conhecemos o Daniel. Ele estava no bar da esquina do Asa Branca, com sua mãe e a tia Lucinha.
Com uma câmera digital filmamos e fotografamos alguns momentos do encontro, ele estava com um nível de interação superior ao do resto das pessoas naquela noite, talvez fosse a Lua Azul... mas depois de muita conversa o Daniel teve que ir embora com a tia Lucinha e esquecemos de trocar telefones!
Nos dias que se seguiram, o Daniel era assunto freqüente e imaginávamos o que poderíamos fazer para reencontrá-lo. Daí tivemos a idéia.
Colar cartazes! Decidimos espalhar cartazes com a foto dele por aí, nos lugares que talvez ele freqüentasse: cinemas, teatros, metrô, Lapa... Até sermos motivados por outro impulso: o MOLA (Mostra Livre de Artes - Circo Voador).
A brincadeira virou um filme. Adotamos o burlesco, a fantasia, explorando as mídias, a espontaneidade das pessoas nas ruas e a possibilidade de realizar um filme no qual a conclusão fosse gravada ao vivo, em frente à platéia.
No fim das contas nos apaixonamos mais pelo projeto que pelo Daniel e ele se tornou apenas o ponto de partida pra uma história de obsessão, humor e magia negra.
Este vídeo foi produzido por acaso.
Mas acaso não existe.
Todos os personagens são reais com exceção da Cigana e da Louca.
contato | andre.sicuro@gmail.com
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